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Coach · em validação no beta

Regras com fonte. Explicação em português.

O Coach monta a sua semana por regras que citam estudos, diz com que força a ciência as sustenta e avisa quando uma regra é prática de treinador. A IA só explica. Quem aprova é você.

15
temas com fonte
49
referências conferidas
4
níveis de evidência

Exemplo de semana

1 dura em 6 sessões

  1. Seg

    Dia livreLivre

    A semana recomeça depois de um dia leve ou livre.

  2. Ter

    Bike 30/15DuraEvidência moderada

    Intensidade no começo da semana. Os intervalos 30/15 deram mais VO2máx que 4 × 5 min. Ver a fonte

  3. Qua

    Natação técnicaFácilEvidência moderada

    Dia fácil entre duas duras. A técnica entra como aquecimento, sem prometer ganho medido. Ver a fonte

  4. Qui

    Musculação de suporteModeradaEvidência forte

    Força pesada melhora a economia. Dois dias por semana na base, sem ir à falha. Ver a fonte

  5. Sex

    Corrida Z2 e mobilidadeFácilEvidência forte

    Fácil. Cerca de 10 minutos de mobilidade por semana já movem a amplitude. Ver a fonte

  6. Sáb

    Longo de bike Z2FácilEvidência moderada

    O longo fica no fim da semana e nunca no dia seguinte a tiros. Ver a fonte

  7. Dom

    Corrida leveFácilEvidência moderada

    Fecha a semana sem carga extra. A progressão de volume sobe, no máximo, 10 %. Ver a fonte

Exemplo ilustrativo de um triatleta amador. Não é uma pessoa real nem uma prescrição.

Como o Coach decide

Regras decidem. A IA explica. Você aprova.

A semana não sai de um chute de modelo de linguagem. Cada passo tem dono e cada número tem origem.

01 · Regras

O esqueleto é código testável

Quantas sessões duras cabem, quanto o volume pode subir, o que não pode vir na véspera de um tiro. Regras de segurança que nenhuma IA atravessa, e cada uma aponta para a fonte.

02 · IA

Escolhe conteúdo, escreve o porquê

Dentro do que as regras permitem, a IA escolhe exercícios e redige a explicação. Recusou a IA? A semana sai igual, só por regras.

03 · Você

Aceitar, ajustar ou pedir outra

“Estou doente”, “vou viajar”, “sem academia”: o Coach replaneja. Nada vira treino sem a sua aprovação.

A base científica

O que a literatura sustenta, e o que o Coach faz com isso.

Para cada decisão de prescrição: o achado, o nível da prova e a regra que o Coach adotou. Nada aqui foi inventado: o que é prática de treinador sem estudo está marcado como prática.

Evidência forte

Meta-análise ou revisão sistemática consistente.

Evidência moderada

Ensaios controlados pequenos, ou meta-análise com poucos estudos.

Evidência limitada

Estudo observacional, estudo de caso ou consenso de especialistas.

Evidência prática

Regra de treinador que nenhum estudo testou. Dita como prática, nunca como ciência.

Endurance

Distribuição de intensidade

Evidência moderada

O que a ciência diz

Treino polarizado e piramidal superam o modelo de limiar (muito tempo em ritmo médio-forte) em atletas treinados. Entre os dois, a diferença é pequena e depende da pessoa e da prova. Atletas de endurance de alto nível passam de 75 % a 90 % do tempo em intensidade baixa.

O que o Coach faz

Cerca de 80 % das sessões da semana são fáceis ou técnicas e cerca de 20 % são duras, com teto de 3 duras por semana (2 para iniciante). Base e objetivo saúde seguem o modelo piramidal; fase específica e prova curta, o polarizado. Não brigamos por rótulo: a aderência pesa mais.

Ressalva. A diferença entre polarizado e piramidal não é consistente entre os estudos.

Fontes (4)

Progressão de volume e lesão na corrida

Evidência moderada

O que a ciência diz

Em 873 corredores iniciantes, subir mais de 30 % da distância semanal em duas semanas se associou a mais lesões de distância, mas sem significância estatística (risco 1,59; intervalo de 0,96 a 2,66). Entre 10 % e 30 % não houve diferença clara. A regra dos 10 % é uma referência cautelosa, não um limite comprovado.

O que o Coach faz

O padrão é subir no máximo 10 % por semana em cada esporte, e uma semana que passe de 30 % sobre as duas anteriores não é gravada (regra dura). O longo de corrida fica em até 35 % do volume semanal: isso é prática de treinador, sem estudo que fixe o número.

Fontes (1)

Redução antes da prova (taper)

Evidência forte

O que a ciência diz

Meta-análise: reduzir o volume de forma progressiva por cerca de duas semanas, mantendo a intensidade e a frequência, melhora o desempenho. Reduções de 41 % a 60 % do volume foram as mais eficazes; de 21 % a 40 % também ajudaram.

O que o Coach faz

Taper de 8 a 14 dias em corrida e ciclismo (mais longo na natação). O volume cai de 40 % a 60 % aos poucos, com a mesma frequência e a mesma intensidade: os tiros curtos ficam. Sem longo na reta final.

Fontes (2)

Blocos e semana de recuperação

Evidência moderada

O que a ciência diz

Periodizar em blocos melhora o desempenho de endurance, com poucos estudos e quase todos em ciclistas. A divisão 3:1 (três semanas de carga e uma leve) não tem estudo que a sustente: é convenção de treinadores.

O que o Coach faz

Sem prova marcada, o plano anda em blocos de 4 semanas (3 de carga e 1 leve). O 3:1 aparece na tela como prática de treinador, não como evidência.

Ressalva. Blocos 3:1: prática de treinador.

Fontes (1)

Força para quem corre e pedala

Evidência forte

O que a ciência diz

Força pesada (a partir de cerca de 80 % de 1RM) melhora a economia de corrida e o desempenho em contrarrelógio, sem efeito no VO2máx. A certeza das evidências é de moderada a baixa.

O que o Coach faz

Musculação de suporte 2 vezes por semana na base e 1 no período específico e no taper, com carga alta e poucas repetições nos compostos de perna, sem ir à falha. O Coach não promete VO2máx.

Ressalva. A dose exata (2 e 1 por semana) é desenho do Coach, apoiado nas revisões, não um número tirado de um único estudo.

Fontes (2)

Força e endurance na mesma semana

Evidência forte

O que a ciência diz

Somar endurance não reduz a força máxima nem a hipertrofia; reduz a força explosiva, mais quando as duas vão na mesma sessão. Na mesma sessão, fazer a força antes dá mais ganho de força de perna. A interferência cresce com a frequência e a duração do endurance, e a corrida interfere mais que o ciclismo.

O que o Coach faz

Se a musculação é o foco da pessoa, a força vem antes do cardio. Se é suporte, o endurance vem primeiro ou em outra janela do dia, com cerca de 6 horas de intervalo. Corrida pesa mais que bike na conta da interferência.

Ressalva. O intervalo de 6 horas é o guia prático mais citado, não um limite medido.

Fontes (4)

Como medimos a carga: esforço, sono e HRV, sem ACWR

Evidência forte

O que a ciência diz

O esforço percebido da sessão (nota de 0 a 10 vezes os minutos) é uma medida válida e confiável de carga interna. Treinar guiado pela variabilidade da frequência cardíaca (HRV) melhora um pouco e gera menos pessoas que não respondem, mas os estudos são pequenos. A razão entre carga aguda e crônica (ACWR) não tem evidência de prever lesão.

O que o Coach faz

A carga da musculação e das sessões sem frequência cardíaca entra na conta como esforço percebido vezes duração. Sono e HRV só ajustam a intensidade do dia e nunca reescrevem a semana. O ACWR fica de fora.

Fontes (5)

Ciclismo: intervalos curtos

Evidência moderada

O que a ciência diz

Intervalos de 30 s fortes e 15 s leves, em séries, deram mais VO2máx e potência que 4 × 5 min em ciclistas treinados, em estudos de algumas semanas. Para o sweet spot (88 % a 94 % do FTP) não há base direta que o prove ótimo.

O que o Coach faz

O 30/15 entra como sessão de VO2 ao lado do 4 × 4–5 min. Sweet spot e limiar viram sessões de ritmo na base, para quem tem pouco tempo, ditos como prática.

Ressalva. Sweet spot: prática de treinador.

Fontes (1)

Natação: CSS, volume e técnica

Evidência moderada

O que a ciência diz

A velocidade crítica de nado (CSS) é uma estimativa de campo válida, mas superestima o limiar de lactato em cerca de 8 %: serve melhor para acompanhar tendência. Treino curto e intenso igualou o de alto volume em estudos de poucas semanas com nadadores jovens. Quais educativos funcionam, quase ninguém testou.

O que o Coach faz

As zonas de natação têm margem conservadora (limiar = CSS menos 3 %). Com 2 sessões por semana, qualidade vale tanto quanto volume. Educativos entram como aquecimento, sem prometer ganho medido.

Fontes (4)

Triatlo e multiesporte

Evidência limitada

O que a ciência diz

Em triatletas recreativos de meia distância, os padrões piramidal e polarizado se relacionaram com o resultado, em um estudo pequeno. Para o brick (bike seguida de corrida) há poucos estudos, e o argumento é de especificidade: a corrida logo após a bike muda o padrão de movimento.

O que o Coach faz

Natação, bike e corrida com ao menos 2 sessões cada. Brick a cada 2 semanas, só na fase específica, dito como prática de treinador e não como evidência de ganho.

Ressalva. Brick: prática de treinador.

Fontes (2)

Força

Musculação: quanto, quantas vezes, até onde

Evidência forte

O que a ciência diz

Há relação entre o volume semanal e a hipertrofia: 10 séries por músculo por semana é um piso prático e de 12 a 20 é a faixa recomendada. Treinar cada grupo 2 vezes por semana ou mais é um padrão razoável. Chegar à falha dá vantagem trivial para hipertrofia e nenhuma para força. Descansar mais de 60 s entre séries traz um pequeno ganho, e fazer os compostos primeiro dá mais força neles.

O que o Coach faz

De 10 a 20 séries por grupo por semana quando o objetivo é hipertrofia (6 a 10 como suporte), 2 vezes ou mais por grupo, de 1 a 3 repetições em reserva como alvo (falha só opcional e nunca na perna de quem corre), 2 a 3 minutos de descanso nos compostos e compostos primeiro.

Fontes (7)

Musculação: periodizar, autorregular e aliviar

Evidência moderada

O que a ciência diz

Treino periodizado supera o não periodizado para a força máxima. Autorregular pelas repetições em reserva rende tanto quanto carga fixa por percentual ou mais, com poucos estudos bons. O deload (semana de alívio) é consenso de especialistas, e o único ensaio com uma semana de alívio no meio de nove não achou benefício na hipertrofia.

O que o Coach faz

Ondulação leve dentro do mesociclo e progressão por repetições. O deload não é obrigatório: cai na semana de recuperação do endurance ou no fechamento do mesociclo, e só quando o check-in ou a dor pedem.

Ressalva. Deload: evidência limitada (consenso), por isso é condicional e não automático.

Fontes (4)

Corpo e recuperação

Mobilidade e alongamento

Evidência forte

O que a ciência diz

Alongamento estático longo (mais de 60 s por músculo) antes do esforço reduz força e potência; até 60 s dentro de um aquecimento dinâmico tem efeito trivial. A amplitude melhora com o volume semanal, em torno de 10 minutos por semana por músculo. Treino de força em amplitude completa melhora a flexibilidade tanto quanto alongar.

O que o Coach faz

Preparação dinâmica, sem alongamento estático longo; finalização com sustentações de 20 a 30 s. Meta de cerca de 10 minutos por semana por região priorizada, e a força em amplitude completa conta para a meta.

Fontes (3)

Objetivo saúde e longevidade

Evidência forte

O que a ciência diz

As diretrizes para adultos pedem de 150 a 300 minutos por semana de atividade moderada (ou de 75 a 150 de vigorosa), exercício de força em 2 ou 3 dias e flexibilidade regular.

O que o Coach faz

Para quem tem o objetivo saúde, o piso da semana segue essas diretrizes (150 minutos ou mais, musculação 2 vezes, mobilidade 2 vezes) e a progressão é a mais lenta das três.

Fontes (2)

Dor muscular na volta à musculação

Evidência forte

O que a ciência diz

A primeira sessão com exercício novo protege contra dano e dor nas seguintes (efeito da repetição), por isso a dor forte é das primeiras 1 ou 2 semanas. Alongar antes ou depois não reduz a dor de forma relevante. O rolo de liberação depois do treino reduz um pouco a dor percebida, e a massagem é a técnica com maior efeito sobre a dor tardia.

O que o Coach faz

Quem volta à musculação começa com cerca de 50 % a 60 % das séries, 3 a 4 repetições em reserva e sem ênfase excêntrica nas duas primeiras semanas. Com dor forte, o dia e o seguinte ficam sem sessão dura, o endurance fica leve e curto, e entram rolo e mobilidade dinâmica. Alongamento não é tratamento.

Fontes (7)

Honestidade

Quando é prática de treinador, a tela diz que é prática.

Parte do que um bom treinador faz nunca foi testado em estudo. O Coach usa essas regras porque funcionam na prática, e não as disfarça de ciência.

O que fica como prática

  • Evidência práticaBlocos de 4 semanas com 3 de carga e 1 leve
  • Evidência práticaLongo de corrida em até 35 % do volume semanal
  • Evidência práticaBrick a cada 2 semanas na fase específica
  • Evidência práticaSweet spot e limiar como sessões de ritmo na base
  • Evidência práticaCerca de 6 horas entre a musculação e o endurance
  • Evidência práticaSérie em pirâmide como preferência da pessoa, não como evidência

O que o Coach não faz

  • Não diagnostica

    Ele organiza e explica os seus dados. Dor forte, sintoma ou lesão pedem um profissional.

  • Não mexe em remédio

    Não recomenda, não ajusta e não calcula dose de remédio ou suplemento.

  • Não usa ACWR

    A razão carga aguda:crônica não tem evidência de prever lesão, então fica fora da conta.

  • Não promete VO2máx

    Promete critério: o que foi pedido, o que foi feito, por que mudou e com que força a ciência sustenta.

  • Não finge certeza

    Quando uma regra é prática de treinador, a tela diz que é prática.

Transparência

Como esta página foi feita, e o que ainda falta.

Referências conferidas

Cada uma das 49 referências foi conferida (autores, ano, revista, volume e DOI) em bases públicas, Crossref e PubMed, em 18 de outubro de 2026.

Leitura por resumos

A leitura dos estudos foi feita a partir de resumos e abstracts, em 15 de outubro de 2026. Onde o artigo completo não foi aberto, não afirmamos números dele.

Revisão por profissionais: pendente

Educadores físicos e pesquisadores ainda não revisaram estas regras. Quando revisarem, o nome deles e a data entram aqui. Achou um erro? Escreva para contato@umatleta.ia.br.

Referências

Todas as fontes.

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